Paroquias

Paróquia Nossa Senhora das Graças – GV

A Paróquia Nossa Senhora das Graças foi criada em 1958 mas sua história começa um pouco antes. O Pe. Mateus Verbeyden, também espiritano holandês, chegou no ano 1956 e foi o primeiro pároco. Onde hoje se encontra a igreja da Comunidade Bom Pastor ele organizava uma sopa para ajudar na alimentação de muitas famílias, no lugar que ainda se denomina “a creche do Pe. Mateus” e onde depois funcionaria a Escola de Pré-Escolar Pe. José Luis Tadeu (escolápio que morava no Colégio Ibituruna e que faleceu no ano 1.981). O povo lembra com gratidão a dedicação do Pe. Mateus.

O Pe. Eulálio Lafuente, escolápio, trabalhava na paróquia desde o ano 1.958 quando fundou o Grupo Gente Nova (GGN). Quando o Pe. Mateus completou 60 anos, em 1973, resolveu deixar a paróquia insistindo para que os escolápios a assumissem, pois a presença deles na paróquia era muito “marcante” não só pelo trabalho do Pe. Eulálio no Morro do Carapina, mas também pelo serviço que o Pe. Teodoro Araiz prestava à paróquia no âmbito educacional à frente do GOT, onde atuava também como professor o Pe. José Luís Tadeo.

O Bispo Dom Hermínio Malzone Hugo ofereceu a paróquia aos Padres Escolápios e estes tomaram a decisão de assumi-la no dia 1º de janeiro de 1974, no Capítulo Vice-Provincial (Reunião principal dos PP. Escolápios no Brasil, que acontecia a cada 3 anos e hoje a cada 4 anos).

Dados da época: Eram aproximadamente 25.000 almas. Numa população onde o 80% vivia situação de dificuldades econômicas muito sérias. Muitos casais não casados; muitas seitas por todos os bairros (Nossa Senhora das Graças, Carapina, Querosene, Santa Helena, Grã-duquesa, Boa Esperança, Santa Efigênia, Morada do Vale etc.) A catequese que se implantou foi de profundo cunho calasâncio: alfabetizar primeiro (construindo salas de aula para a educação infantil nas próprias capelas e igrejas dos bairros da paróquia), para catequizar depois. Desde o início do nosso trabalho houve também um empenho especial na alfabetização de adultos.

Primeiro pároco escolápio: Foi nomeado o Pe. Eulálio Lafuente, que era também o diretor do Colégio Presidente Médici. Em 79, os três padres que trabalhavam na paróquia: Eulálio Lafuente, Jésus Guergué e José Félix Quiroga, resolveram morar juntos na Rua Primeiro de Maio. O Pe. William Alves Brini completou a comunidade em 81. Em 83, todos, menos o Pe. Félix Quiroga, que foi morar no Colégio Ibituruna, mudaram para a casa paroquial, na Avenida Minas Gerais 1.510.

Da preocupação do Pe. Eulálio Lafuente com as escolas públicas hoje a região conta com a Escola Municipal Senador Teotônio Vilela, da qual ele próprio foi Diretor por muitos anos. Também hoje existem escolas de pré – escolar funcionando nos locais da Paróquia em convênio com a Prefeitura de Governador Valadares: Escola José Luis Tadeu no Carapina e em Santa Helena. Até o ano 2.004 funcionou na Comunidade de Santa Efigênia a Escola Estadual José de Serra Lima. Também na Comunidade de Esperança, anexo à Escola Estadual Abílio Pato tinha vários módulos de pré – escolar até o ano 1.996.

Atividades pastorais. Batismo: os batizados eram precedidos de quatro encontros de preparação para pais e padrinhos. A 1ª eucaristia era preparada durante um ano, depois de formar bem os catequistas; o Pe. William Brini preparou e publicou vários livros para a 1ª eucaristia. Crisma: um ano de preparação; o Pe. Jésus elaborou dois volumes: um para os catequistas e outro para os crismandos (Esse foi o material básico que chamou a atenção de uma irmã paulina, que pediu autorização para publicá-lo). Ministério da Caridade: funcionavam na paróquia 8 conferências vicentinas bastante atuantes no seu trabalho de assistência humanitária. A Legião de Maria com os doentes e o Apostolado da Oração promovendo o culto ao Santíssimo Sacramento também realizavam um belo trabalho pastoral na paróquia. Para os casais, antes da implantação do ECC (Encontro de Casais com Cristo), havia mini encontros inspirados no Movimento Familiar Cristão. Duravam só um dia. O Pe. Alberto Tellechea escreveu: “…mas nunca me esqueço dos 45 primeiros casais que se prepararam durante 4 domingos para o casamento; todos se confessaram; 25 casaram-se na Matriz no mesmo dia e os outros, para fazer uma celebração mais solene, preferiram se casar nas suas respectivas comunidades. Os grandes obstáculos que impediam seu casamento na Igreja eram: “Não sei onde nasci”, “não sei onde fui batizado”, “não sei onde andam meus irmãos nem se meus pais estão vivos”, “não sei nem ler nem escrever”, “não tenho dinheiro para pagar nem o casamento civil nem o religioso”. Por isso, conseguimos que o Sr. Otto Nunes, dono de um dos cartórios, deixasse de cobrar a sua parte, e a Igreja não cobrava nada. Inclusive, às vezes, a Igreja pagava o casamento civil. E esse trabalho continuou”.

Círculos bíblicos e liturgia: Em 84 havia entre 600 e 800 pessoas que participavam desses círculos. O material das paulinas, muito bom, era distribuído de graça.

Nas missas de todas as comunidades entregava-se aos fiéis o folheto impresso com a missa completa, incluindo os cantos; todas as comunidades tinham pelo menos uma missa por semana, sábado ou domingo, e em todas as comunidades havia uma equipe responsável pela liturgia.

Evolução: Do 74 ao 79 era só o Pe. Eulálio quem atendia a paróquia, ajudado pelos padres do Colégio Ibituruna; do 79 ao 82, uma pequena comunidade, presidida pelo Pe. Eulálio; do 82 ao 84 o Presidente da comunidade religiosa foi o Pe. Jésus Guergué.

Novo pároco: Do 84 ao 89 o pároco foi o Pe. Alberto Tellechea, que tentou manter o que os seus predecessores tinham realizado; que incentivou a reforma da igreja de Esperança (colocando nela uma cópia da imagem de N. Sra. da Boa esperança que Pedro Álvares Cabral levava em seu barco quando do descobrimento do Brasil) e animou a comunidade de Morada do Vale a construir a Igreja de Santa Rosa de Lima; também foi o Pe. Alberto quem, junto com Professor Geraldo Martins, teve a idéia de iniciar a quase triplicação da igreja Matriz. O povo ainda lembra do Pe. Alberto Tellechea pela sua dedicação aos doentes, visitando cada dia vários deles nas casas e nos hospitais.

Sopa Santa Catarina: Organizada pelas conferências dos vicentinos, oferece ainda hoje almoço gratuito às crianças e adultos. Semente das iniciativas de maior volume que a paróquia desenvolve hoje, onde funciona o Centro de Apoio ao Menor São José de Calasanz.

O Pe. Alberto foi destinado como diretor do Colégio São Miguel Arcanjo dos Padres Escolápios em Belo Horizonte e o Pe. Carmelo foi nomeado pároco em fevereiro do 89. Deu um grande impulso à catequese, organizando cursos de formação para catequistas e agentes de pastorais. Não se pode esquecer que durante muitos anos os Pe. Teodoro Araiz e João Frias celebravam missa todos os domingos na comunidade de Santa Efigênia. Assim foi até o final do ano 1.987. O Pe. Frias costumava fazer a homilia antes da proclamação do Evangelho, como uma introdução do mesmo, para destacar ainda mais o texto sagrado.

Comunidade Santa Dorotéia: O projeto de fundar uma casa de acolhida vocacional em Valadares foi aprovado no Capítulo Local da Comunidade do Colégio Ibituruna em 1990 e depois, no Capítulo Vice-Provincial do mesmo ano, em Belo Horizonte. Depois de buscar a casa, comprá-la, adaptá-la, ampliá-la etc., foi mobiliada e inaugura no dia 17 de fevereiro do 92, quando a Campanha da Fraternidade tinha como lema “Juventude, Caminho aberto”. Com esta comunidade religiosa os Padres Escolápios deram um novo impulso à paróquia em todos as dimensões: litúrgica, catequética e social. Mas é de se destacar a continuidade nos grandes princípios de Calasanz: A formação humana e cristã (“Piedade e Letras”). Estes princípios estiveram sempre presentes na paróquia.

Novas Comunidades: No final do bairro de Santa Helena e nascendo da Comunidade de Santa Helena, surgiu a Comunidade de São José de Calasanz no dia 25 de dezembro de 1.993. A 1ª missa da nova comunidade São José de Calasanz foi celebrada na casa do Sr. Jair Fortunato, que vivia na rua Carlos Chagas. No ano 1.994 nasceu a Comunidade Nossa Senhora da Conceição no morro Querosene, se reunindo aos domingos, às 17 horas, para a celebração da missa. Os padres se esforçaram sempre para que todas as comunidades tivessem eucaristia todos os domingos.

Em janeiro do ano 1.994 o Pe. Fernando Aguinaga se incorporou à comunidade religiosa de Santa Dorotéia e fez parte da equipe dos padres que atendiam a paróquia: Pe. Xabier Galarza (pároco), Pe. Manolo Díaz e Pe. Fernando Aguinaga.

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Domingo
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Segunda
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Terça
19:00h
Quarta
19:00h
Sexta
19:00h
Sábado
19:00h