“Alarga o espaço da tua tenda, estende as peles das tuas barracas – nada poupes! – estica as cordas, finca bem as estacas” (Is 54,2). O Sínodo de 2021-2024 indicou três palavras que são os fundamentos do discernimento sobre a evangelização: comunhão, participação e missão. A comunhão indica a realidade mais íntima da Igreja, pela qual ela participa pela vida de Deus, Uno e Trino. A participação é a forma como a comunhão é vivida na história, formando um só corpo com muitos membros. A missão coloca a Igreja a serviço do Reino de Deus.
No seu ser e agir a Igreja manifesta a presença do Senhor que acompanha homens e mulheres no caminho da vida, congregando-os na comunhão, oferecendo-lhes sua graça e consolação. Dessa forma, ela vive, proclama e já antecipa a sua plenitude, conforme anunciado no Apocalipse: “Eis a tenda de Deus com os homens! Ele armará sua tenda com eles, e eles serão o seu povo. O próprio Deus estará com eles, e será o seu Deus. Ele enxugará toda lágrima de seus olhos” (Ap 21,3-4).
O Sínodo insiste na importância da aplicação do exercício do discernimento “em âmbito pastoral de modo adequado aos contextos, para iluminar a concretude da vida eclesial” (DS 2 k). Por isso, a conversão pastoral propõe a mudança de estruturas, métodos e processos eclesiais, mas, principalmente, depende da conversão de todo o Povo de Deus. A palavra conversão remete, em primeiro lugar, à sempre necessária volta a Jesus Cristo. Trata-se de uma mudança pessoal e comunitária, renovando em cada cristão batizado e na comunidade eclesial o ardor de ser discípulo missionário da Boa Nova.
(11ª parte da sequência de artigos sobre a “Ação Evangelizadora da Igreja” | Fonte: Instrumentum Laboris 2 das DGAE 2025).