Contemplamos a Vida Consagrada e suas obras nos campos da assistência social, educação, saúde e evangelização, que fecundaram a Igreja com propostas transformadoras. A Vida Consagrada é chamada a interpelar a Igreja e a sociedade com seu testemunho profético. Na sua experiência secular, as famílias religiosas amadureceram práticas experimentadas de vida sinodal e de discernimento comunitário, aprendendo a harmonizar os dons individuais e a missão comum. Ordens e Congregações, Sociedades de Vida Apostólica, Institutos Seculares, Associações, Movimentos e Novas Comunidades têm um contributo especial a dar para o crescimento da sinodalidade na Igreja. A sinodalidade convida tanto os Bispos, quanto os responsáveis da vida consagrada e das agregações eclesiais, a reforçarem as mútuas relações para dar vida a um intercâmbio de dons ao serviço da missão comum (DFS 65).
É urgente que cada ministro ordenado esteja disposto a tornar sempre mais presente o sentido do pastoreio como serviço, na especificidade dos contextos eclesiais onde o Senhor o chama a viver seu ministério. Assim será capaz de viver a alegria da vocação, tanto no âmbito institucional, quanto na dimensão da graça sacramental que lhe é própria. E poderá oferecer o exemplo do exercício da autoridade em chave sinodal, que iluminará as pessoas de vida consagrada e os cristãos leigos no exercício de suas lideranças.
O ministério ordenado é de constituição colegiada e, portanto, encontra sentido se vivido em comunhão hierárquica na Igreja. Mais uma vez urge entender o testemunho da comunhão como realização da missão eclesial. Ferir a comunhão eclesial, por conseguinte, é atentar contra a missão da Igreja. A comunhão com o Papa e os bispos é determinante para o exercício de um ministério, que é totalmente dom de Deus à sua Igreja.
Os ministros ordenados são chamados a comprometer-se com o desenvolvimento de uma cultura da sinodalidade em que todos (ministros ordenados, pessoas consagradas e fiéis leigos) escutam e são escutados, concedem e tomam a palavra como exercício de corresponsabilidade. Contribui para esse testemunho de sinodalidade na Igreja Local o zelo pela transparência dos processos, pela prestação de contas pastorais e administrativas e pela valorização das decisões tomadas em conjunto.
(28ª parte da sequência de artigos sobre a “Ação Evangelizadora da Igreja” | Fonte: Instrumentum Laboris 2 das DGAE 2025).