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Missão: Horizonte da Evangelização – 1ª parte

Missão: Horizonte da Evangelização – 1ª parte

Em tempos preponderantemente missionários, urge anunciar mais o essencial que o secundário. Por isso, na missão o destaque é para o querigma, “a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado” (EG 36), potência que transforma a vida. Essa é nossa maior alegria e o melhor presente recebido. Contê-lo para si é contraditório seja ao amor de Deus do qual nasceu a Igreja seja ao ‘Ide’ de Jesus. Por isso, não há como ser cristão sem ser missionário, sem viver até às últimas consequências o amor salvífico que nos alcançou. Isso quer dizer que o querigma tem desdobramentos na vida pessoal, comunitária e social; o anúncio missionário desencadeia processos que toca a pessoa humana na sua integralidade.

A missão deverá nos levar ao encontro dos fiéis, tanto os que se comprometem efetivamente com a vida cristã, quanto os que conservam a fé católica intensa e sincera, mas não frequentam as celebrações comunitárias; com os batizados não suficientemente evangelizados e as pessoas que se tornaram indiferentes a Cristo ou sempre o recusaram (EG 14). “Quem crê nunca está sozinho; e, pela mesma razão, a fé tende a difundir-se, a convidar outros para a sua alegria. Quem recebe a fé descobre que os espaços do próprio ‘eu’ se alargam, gerando nele novas relações que enriquecem a vida” (LF 39).

A Igreja existe para evangelizar e nada deve se antepor a essa missão. Tudo o que atrapalha, distrai ou desvia dessa tarefa há de ser revisado para sermos fiéis a Jesus Cristo. Evangelizar exige, a partir do mandamento do amor, compromisso com a sociedade e com a Casa Comum, entre outras coisas. A Igreja assume sua responsabilidade de trabalhar pela paz, pelo cuidado da Criação e pela justiça social.

(18ª parte da sequência de artigos sobre a “Ação Evangelizadora da Igreja” | Fonte: Instrumentum Laboris 2 das DGAE 2025).

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