A relação entre moradia e ecologia, segundo os textos-base das Campanhas da Fraternidade de 2025 e 2026, é abordada através da perspectiva da Ecologia Integral, que conecta o cuidado com a “Casa Comum” (natureza / meio ambiente) ao cuidado com o ser humano (social / dignidade), especialmente os mais vulneráveis.
O texto-base da CF 2025 sobre “Fraternidade e Ecologia Integral” destaca que a crise ambiental afeta diretamente a moradia. A degradação ambiental (agressões à Casa Comum) é apontada como raiz dos desastres naturais que destroem moradias, evidenciando que tudo está interligado. Propõe uma conversão ecológica que une justiça social e preservação, onde cuidar do ambiente é também garantir um lugar seguro para viver.
O texto-base da CF 2026 sobre “Fraternidade e Moradia” aborda a moradia digna como um direito humano fundamental e parte essencial da dignidade humana. A moradia é vista não apenas como um teto, mas como o espaço de vida que deve estar em harmonia com o ambiente, em contraste com a exclusão e a precariedade habitacional nas periferias, fruto de paradoxos sociais.
São pontos em comum entre as duas CF 2025 e CF 2026: a “casa comum”, a visão integral e o grito dos pobres e da terra.
A “Casa Comum”: Ambas as campanhas focam na dignidade humana, seja protegendo o planeta (2025) ou garantindo moradia digna (2026).
Visão Integral: Reconhecem que problemas de moradia não são separados da ecologia; o descaso com o meio ambiente gera vulnerabilidade habitacional.
Grito dos Pobres e da Terra: Alertam para a necessidade de ouvir o “grito” da terra (crise ambiental) e o “grito” dos sem-teto (justiça social).
Em suma, a CF 2025 prepara o terreno para a CF 2026 ao mostrar que a ecologia não é apenas sobre a natureza, o meio ambiente, mas sobre o ambiente habitado pelos seres humanos. A moradia digna é, portanto, parte integrante da ecologia integral.
Por Dom Antônio Carlos Félix – Bispo Diocesano